Eu estremeci, não sabia o que era aquilo. Minha única opção foi esperar. Agarrei com força minhas histórias, fui para o canto da cama e sussurrei pelo meu irmão, afinal, eu estava realmente com medo. A porta abriu, gritei, deslisei para baixo da cama, não ouvi passos, não ouvi vozes. Abri o diário em uma página qualquer e li.
Capítulo 12 - A procura.
Meus músculos fazem milhões de promessas de dores que estão por vir. O cachorro comeu suas tripas, dilacerando-o, eu sentia prazer nisso. Arranquei sua cabeça. Mas ele era apenas mais um desses vermes, mais um zumbi, não era ele quem eu realmente queria. Eu vou procurar e eu vou encontrar o causador disso tudo, aquele que não é um zumbi, mas também pode ser chamado de verme, ele que matou minha familia e o meu único amor, estou sozinha e vou vingar a morte deles, eu vou matá-lo. O inferno o qual eu o mandarei será um paraíso, comparado ao que eu vou fazê-lo sofrer, antes de sua morte (...) Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, eu não descansarei até destruir todos dessa corja...
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Acordei, ainda em baixo da cama. Acabei adormecendo enquanto lia. Finalmente conclui que aquilo tudo era apenas um pensamento, é claro que não iria acontecer tudo isso, só porque eu escrevi, só porque eu li. Zumbis! Isso não existe, é apenas uma história para assutar crianças, mas eu sempre tive um facínio por essa espécie, se assim posso chama-los, por isso eu escrevia. Decidi que não havia o que temer, mas o que teria sido aquele barulho? e os passos? ou quando a porta abriu? Pensamentos malditos, saiam da minha cabeça. Levantei, bati minha cabeça, tinha esquecido que estava no chão e a cama em cima de mim.
Estava cansada, arrastei-me para o banheiro, apoiei minha mão na pia e levantei. Ótimo, minha cabeça estava sangrando, odeio ser desastrada. Lavei meu rosto, tirei minha camisa, fiquei só com o top e a calça. Estava com fome, passei o dia ansiosa e por isso não me alimentei direito, então resolvi ir até a cozinha, pegar uma maçã. A porta do meu quarto estava fechada, estranho, pensava que tinha a visto abrir. Exitei um pouco antes de abri-la, meus pensamentos ainda me perturbavam. Abri, estava tudo muito escuro, e geralmente a luz no corredor fica acesa para iluminar a escada, e havia um cheiro forte, parecia com enxofre, senti o chão molhado e algo estava sobre meus pés.
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