segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O início.

Acordei estressada. Bati a cabeça na cama do meu irmão, impulsionada por um susto com o despertador gritando ao meu ouvido. Era 6h15, eu realmente estava cansada, passei a noite escrevendo, não conseguia parar, minha imaginação rugia em minha mente, mas o ônibus estava chegando, eu precisava me apressar ou então chegaria atrasada no colégio, bem que eu queria.
Levantei e vesti um casaco velho e preto, muito aconchegante para aquela manhã fria e cinzenta, por baixo, uma camisa de alguma banda de heavy metal e claro, o meu jeans preferido, que já estava apertado e velho, mas eu não abria mão. Estava sem fome, peguei apenas um suco e corri para a rua. Nossa, estava mais frio do que eu imaginara. Bem na hora, o onibus parou e eu entrei. Sentei ao lado de Giulia, ela era bem esquisita, mas era minha melhor amiga. Ela sempre me entendia, com o seu silencio de sempre. A caminho do colégio, lembrei que tinha esquecido meu diário em cima da cama, onde eu escrevia todas as minhas histórias, onde estava o meu verdadeiro mundo. James, meu irmão, o pegaria. Mas isso não podia acontecer, ninguém podia ler o que eu escrevia, era particular.
Minha irmã acordou nervosa e esqueceu o diário tão precioso dela aqui, sorte a minha, vou lê toda essa baboseira, não que seja interessante, aposto que não tem nada de legal aqui. Vejamos..
Quando James abriu o diário, escutou um baque estrondoso vindo do sotão, não se importou muito, enrolou-se no lençol e começou a ler.

Morte.

A morte seria algo facinante, diante deste mundo imundo no qual vivemos. Eu queria uma saída, não sabia o que fazer nesta situação. Esses que se dizem grandes, que governam a gente, na verdade são uns fracassados que só querem ter o prazer na desgraça da vida humana. Se realmente soubessem governar, o mundo não estaria nesse caos. Mas eu não faço parte desse mundo, sou maior que todos esses 'grandes', eu tenho o meu proprio mundo, eu faço parte da minoria, eu cuspo na cara dos governantes. Isso é uma palhaçada.
Estavamos falando sobre a morte, ela realmente seria a minha única saída, eu iria me libertar, mas morte é para os fracos e covardes, que não encaram a vida, essa vida suja na qual estamos sujeitos.
Tudo começou quando eu achei uma solução, eu resolvi escrever sobre o que realmente importava. No começo, queria escrever sobre meus ideais, eu era ingenua, eu queria salvar o mundo da mão 'deles'. Mas a verdade é que quando eu escrevo, meu mundo se torna mágico. Gosto de escrever sobre o que não existe. Bom, eu achava que não existia. Agora tenho certeza de que quando escrevo, algo acontece, não sei explicar, prefiro mostrar a vocês. Precisarão ter sangue frio, pois o que vou lhes contar não é nada doce e romantico, vou falar sobre uma especie de submundo, onde os ditos herois, mostram suas verdadeiras faces.